De volta para o passado…

De volta para o passado…

Metade do ano se passou. Não sei se estou envelhecendo mas acho que os dias passam cada vez mais rápido. 
Às vezes fica uma sensação de déjà vu, uma vontade de voltar no dia de ontem para poder reviver alguns momentos que tivemos e foram incríveis…. 
Pois é, ainda não inventaram uma máquina do tempo, portanto, fica a dica de que devemos aproveitar e viver intensamente cada segundo de nossas vidas, para não rolar arrependimento…

E falando em arrependimento, em um dos meus últimos garimpos em um dos brechós mais bacanas do Brasil, que fica em SP, marquei bobeira e deixei de comprar um lindo e longo casaco original Yves Saint Laurent Vintage, com lindos botões dourados que estava ali. Ele estava na sala Vintage, com um acervo digno de aplausos para o Joca, proprietário do Trash Chic. Nem preciso dizer que essas peças são únicas, cheias de histórias e carregam um valor agregado altíssimo por serem tão exclusivas.

Muitas delas trazem informações que estão sendo lançadas neste momento em passarelas internacionais e nacionais. Basta ver o recente boom da marca italiana Gucci, que deu uma repaginada no perfume vintage, pelo estilista Alexander Michelle. Uma verdadeira ida e volta no tempo misturando o futuro com pitadas de décadas passadas, seja em estampas, brilhos ou em combinação de cores e texturas. É o prata futurista com o dourado velho, é o lurex reinando, sandálias com meias no estilo Dancing Days, shapes que marcaram épocas. A moda começa a passar por um novo conceito e talvez já  se torne difícil definir apenas uma década para uma peça de roupa.

Acho isso incrível! Me passa uma idéia de que as roupas NÃO SÃO DESCARTÁVEIS, QUE ALÍVIO! E abre assim uma possibilidade ainda pouco explorada aqui no Brasil…. garimpar peças em brechós para descobrir tesouros. Quando falo em brechós, esqueça todos os pré conceitos que você tinha…. A partir de agora o velho vira novo. É chic repetir roupas, é chic usar aquele casaco antigo da sua avó…. É chic usar uma peça que você comprou de segunda mão e se apaixonou. Mostra que você carrega informação, que se interessa pelo que está acontecendo no mundo, te deixa mais exclusiva e faz parte de um novo consumo consciente. 

Os donos dos melhores brechós trazem consigo uma espécie de magia em suas curadorias. Muitas vezes, recebem peças tão raras para avaliação, que posso até acreditar na dificuldade para mantê-las limpas, bem conservadas e intactas. Precificar verdadeiros achados da moda não é nada fácil.
Quando você visita uma loja deste segmento, você enriquece seu repertório cultural, viaja pelo tempo e consegue adquirir peças que você não poderia comprar pelo alto valor ou que já não existem mais.

As lojas às quais me refiro, zelam pela originalidade de seus produtos, fazem uma curadoria rígida de cada peça, se preocupam em manter sua loja física sempre impecável. Sapatos quase novos, são mandados para o sapateiro antes de serem vendidos. Esquece aquela ladainha da roupa que ficava com a energia do dono. Quando você vai a um hotel, você leva a sua toalha, o seu lençol, o seu travesseiro? Roupa não guarda energia e sim história. ROUPA não foi feita para ser descartada de qualquer maneira e nem para ser maltratada. A Indústria da moda é a terceira mais poluente do mundo. Se todos passarem a fazer descartes em brechós e doações, teremos menos acúmulo de tecidos e incentivaremos uma produção mais responsável dos bens de consumo.

Agora fica minha dica: Comprar pela internet é legal e prático. Mas para comprar peças de marcas internacionais, escolha lojas que se responsabilizem pela originalidade. Não vale comprar gato por lebre.  Comece a pensar nesse assunto! Ainda vai dar o que falar!

Um beijo e boa semana.