Inovações na moda

Inovações na moda

O Fashion for Better já mostrou a importância de unir pesquisa e tecnologia, pois através dos dois conseguimos desenvolver vários resultados, até então não imagináveis. Já pensou  que a mesma  bactéria, mais especificamente, as acetobactérias conseguem produzir tanto uma bebida, como a kombucha (resultado do chá preto ou do chá verde adoçado com açúcar e fermentado com uma colônia de bactérias chamada de Scoby ), como também, desenvolvem tecidos, ou melhor bio tecidos.

Estamos falando,  da tal  “roupa do futuro” , pois na busca das empresas em promover o consumo inteligente misturam tudo que há de mais moderno pra fazerem com que a funcionalidade e o processo de produção sejam otimizados, inclusivos e sustentáveis. Assim, surgiu o bio tecido, conhecido como texticel, desenvolvido pela empresa de biotecnologia carioca a Biotecam, uma startup que produz,em um laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), roupas feitas a partir de bactérias.

Com a matéria prima de selo vegano, já foi responsável por produtos como bolsas, sapatos, vestidos. É um tecido feito por micro-organismos usando recursos naturais, como açúcar e água. O estudo desse tecido começou para aplicação em medicina para tratamento de queimados. Quando surgiu a demanda para desenvolver o tecido para o setor da moda, o produto sofreu adaptações na espessura.

Com insumos simples, não-poluentes e que utilizam pouquíssima água para serem geradas. “O objetivo é usar este produto para substituir o couro. Ele é um material que leva menos água e menos energia na sua produção. Não leva nenhum tipo de química também. Para criá-lo, cultivamos a bactéria durante uma semana ou mais um pouco, depende da espessura que o cliente deseja para o material. Quanto mais tempo você cultiva, mais grossa fica“, explica Pedro Ruffier, fundador da Movin, uma marca de roupas sustentáveis, que fechou parceria com a startup para produzir duas peças – apresentadas em um desfile em São Paulo no Brasil Fashion Week.

Além dos tecidos, a startup desenvolve um sistema para auxiliar na limpeza de águas poluídas. Pode ser um lago, uma represa e até um rio.   Já realizou um trabalho no lago do Parque Burle Marx, em São Paulo, melhorando visivelmente a qualidade  da água em menos de dois meses. Há expectativa de instalar o sistema na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

A oxigenação da água permite que bactérias aeróbicas se reproduzam e atuem na decomposição da matéria orgânica, o que ajuda na despoluição. A primeira melhora é em relação ao cheiro e, em seguida, a mudança é na aparência. É claro que a solução não pode ser a única utilizada se o objetivo é despoluir a água de fato. É preciso, por exemplo, combinar a ferramenta com outras iniciativas como investimentos em saneamento básico e tratamento de esgoto. Num mundo onde cada vez mais marcas sustentáveis ganham destaque entre os consumidores, a marca oferece escolhas mais conscientes e nos direcionam para mais qualidade de vida.

*Foto retirada da internet

 

Related Posts