Moda sustentável = nobreza britânica .

Moda sustentável = nobreza britânica .

Sem ser anunciada, essa foi a 1º vez que a monarca assistiu a um desfile na semana de moda.

A rainha Elizabeth II apareceu de surpresa na terça-feira, 20, na primeira fila do desfile do estilista em ascensão Richard Quinn, no London Fashion Week 2018. A monarca de 91 anos, um terninho de jaqueta cinza pérola criado por sua assistente pessoal de vestuário e joias, Angela Kelly, enfeitado com adornos de cristal, se sentou ao lado de Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue norte-americana, com quem conversou durante toda a apresentação.

Rainha Elizabeth assiste a desfile ao lado da editora-chefe da Vogue, Anna Wintour.
O motivo da visita é especial: a Rainha anunciou a inauguração do Queen Elizabeth II Award for British Design, uma premiação para jovens estilistas britânicos.
De acordo com o Twitter oficial da família real, o prêmio foi criado para reconhecer “estilista de moda britânico emergente que mostra um talento excepcional e originalidade, ao mesmo tempo que apresenta valor à comunidade com políticas sólidas e sustentáveis”.

O primeiro escolhido para receber a honra foi Richard Quinn, e, ao entregar o prêmio, a Rainha comentou que o seu trabalho é “maravilhoso”, segundo o site da Elle norte-americana. Quinn lançou a sua marca em 2016, após se formar na Central Saint Martins, escola reconhecida como a melhor faculdade de moda do mundo e, segundo o site da “London Fashion Week”, suas coleções são “arrojadas e emotivas”.

Rainha Elizabeth entrega prêmio de moda para o estilista britânico Richard Quinn

Outros estilistas britânicos já apostam fortemente na moda do upcycling streewear como Cristopher Raebum, para quem sustentabilidade é muito mais que uma mera tendência. No último ano ele investiu em sua coleção REMADE que reutilizou materiais como botes salva-vidas de emergência, paraquedas e demais tecidos militares criando modelos que são modernos e perpassam as tendências.
Um case interessante é do e-commerce britânico de luxo Net-a- Porter que lançou em 2013 o projeto Green Card Challenge com nomes de renome da cena fashion inglesa como Cristopher Bailey, Victoria Beckham, Cristopher Kane, Erdem e Roland Mouret que desenharam pela primeira vez peças que seguem os padrões sociais e ambientais da “moda ética” – tanto na cadeia de produção, quanto na usabilidade dos produtos – e evidenciaram para o mídia e para o mundo que roupas bonitas podem, sim, serem sustentáveis.
Enfim, a criação do prêmio Queen Elizabeth II Award for British Design vem para apoiar movimentos dentro da sociedade inglesa – que reverberam pelo mundo – por uma moda mais responsável, indo além dos tecidos “inteligentes” (menos agressivos ao meio ambiente), promovendo o comércio justo e com responsabilidade social atrelada à produção. A rainha Elizabeth II, aos 91 anos, mostra que o palácio está mais antenado do que nunca e deseja com este prêmio enaltecer estilistas que sejam cada vez mais sustentáveis e que abracem um ideal de equilíbrio entre natureza, economia e sociedade.

Looks realizados por coleções criadas, produzidas e consumidas com os pilares sustentáveis passam ser os looks mais nobres do planeta.

GOD SAVE THE QUEEN!

Related Posts