Piñatex, a alternativa vegana ao couro

Piñatex, a alternativa vegana ao couro

Já comentado aqui no Fashion For Better, sobre o tecido feito de fibras de abacaxi que pode substituir o couro.

Novos materiais, processos e técnicas são muitas vezes o resultado da fusão bem-sucedida entre moda e tecnologia e ajudam a impulsionar a indústria em direção a um futuro mais sustentável,  a evolução tecnológica na indústria têxtil e de moda é, sem dúvida, um dos principais fatores que impulsionam mudanças reais em termos de sustentabilidade.

A designer espanhola Carmen Hijosa desenvolveu uma alternativa aos tradicionais tecidos do mercado, aproveitando um resíduo diferente: fibra de abacaxi.

Conhecido como Piñatex, o couro ecológico foi desenvolvido com apoio da Royal College of Art, que fez uma parceria com a Camper, Puma e o designer Ally Capellino para lançar produtos utilizando o Piñatex.

A partir do reaproveitamento do caule e das folhas do abacaxi, que são descascadas, as fibras passam por um processo industrial para tornar-se tecido. O restante, vira biomassa que pode ser convertida em fertilizante ou até mesmo biogás.

De acordo com os desenvolvedores, o couro pode ser tingido, impresso e tratado para ter diferentes texturas, sendo muito resistente. Por isso, pode ser aplicado para criação de sapatos, bolsas, estofados, entre outras peças.

Além de uma alternativa ecológica, pois utiliza resíduos da colheita do abacaxi, minimizando a emissão de gases e não usando compostos de petróleo nem pele animal, esse tecido pode gerar renda extra para os agricultores, o que dá a ele um caráter social e inclusivo.

Como funciona?

O tecido reaproveita o caule e as folhas do abacaxi. As fibras são extraídas das folhas por um processo chamado descasque, feito sobre a plantação por uma comunidade agrícola. O que se retira disso é a biomassa, que pode ser convertida em fertilizante orgânico ou biogás. Em seguida, as fibras são submetidas a um processo industrial para tornar-se um tecido.

Para produzir um metro quadrado de tecido são necessárias 480 folhas, o equivalente ao subproduto de 16 abacaxis. O primeiro tecido foi lançado em dezembro de 2014, em Londres.

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