Uma vida como missão Earth Heir

Uma vida como missão Earth Heir

Mais  de 25 milhões de pessoas em todo o mundo eram refugiados, isso com base no mês de maio  deste ano. Para quem não sabe, para entrar como refugiado em um pais são considerados quais foram as forças, os motivos que o fizeram a pessoa deixar seu país, se foi devido a perseguição, guerra ou violência.  E muitos que entram e acabam fugindo encontram na Agência de Refugiados da ONU (UNHCR) sua única forma de proteção legal. E no ano de 2017 a ACNUR iniciou o projeto MADE51 que, como uma iniciativa, tenta abordar as necessidades dessas pessoas que perderam seu país, sua raiz e vagam como se estivessem ( e estão ) deslocado,  tentando mostrar uma maneira nova e o mais incrível e que o projeto reconhece o património artesanal que muitos refugiados trazem consigo quando fogem das suas casas, com isso da uma oportunidade em ajudar as pessoas, sendo que muitos trazem consigo  suas tradições em forma de artesanato.

Assim, através dele, é feita a ponte entre os refugiados e  os designer internacionais e com empresas sociais locais,  de forma inovadora a MADE51 traz produtos modernos ao mercado global, e os que vagam, muitos sem esperança, são colocados como profissionais artesãos e se tornam  parte de uma cadeia de suprimentos ética, obtendo renda para sustentar a si mesmos e suas famílias. Em vez de depender de doações de caridade, gerar sua própria renda gera auto-estima e restaura seu senso de autodeterminação.

Dessa forma, aparece Sasibai Kimis, uma sócia-empreendedora que nasceu na Malásia e filha de indianos, é a fundadora da CEO da Earth Heir, um parceiro piloto da iniciativa MADE51( único de origem asiático) A Earth Heir  trabalha vendendo colares bordados à mão e pulseiras feitas por mãos de  mulheres refugiadas que vivem na Malásia, um dos poucos países do mundo que não é signatário da Convenção de 1951que protege os direitos básicos dos refugiados, isso que o país tem cerca de 158.000 refugiados, muitos enfrentam maus tratos, carecem de caminhos para a auto-suficiência. Atualmente, a Earth Heir trabalha com mais de 100 artesãos em toda a Malásia.

Segundo Kimis o que a impulsiona e o desejo de tornar o mundo um lugar melhor, e que tudo comecou quando ela tinha 16 anos numa  visita a um tio-avô em Tamil Nadu, que  trabalhou na Malásia durante a maior parte de sua vida para sustentar sua família e só mais tarde retornou à Índia, mas quando ela o encontrou, ele estava deitado na rua, um mendigo magro, cercado de cachorros e coberto de moscas, mesmo o levando  imediatamente  para o hospital, ele morreu duas semanas depois. “Meu coração quebrou”, diz Kimis.  Foi assim que decidiu e colocou em sua mente na busca de como poderia ajudar  aos pobres. Depois de frequentar a prestigiada Wharton School da Universidade da Pensilvânia, Kimis  como muitos acreditou que trabalhando e ganhando muito dinheiro, poderia dar e repassar a riqueza acumulada, a que levou a brevemente a trabalhar como banqueira de investimento no Lehman Brothers, mas rapidamente se desiludiu, largou o emprego e foi para a Universidade de Cambridge buscar um mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento com o objetivo de entender melhor o nexo de pobreza e como isso pode ser resolvido. Trabalhou com uma  ONG em Gana, na África Ocidental e so em 2009, voltou   para a Malásia, já com a consciência e a busca pelo social dentro dela, o que foi decisivo durante uma viagem que fez ao  Camboja,  onde ela comprou cachecóis de sobreviventes e tecelões de tráfico humano, como forma de ajuda começou a vender os produtos para amigos e familiares .  

E com um impulsionamento de um mentor percebeu que  podia transformar a vida dos artesãos ajudando-os a passar da economia informal para a formal. Com isso fundou e agora administra seu empreendimento social, segundo a própria  Kimis  diz : “Mesmo no pior dos tempos, enquanto dirigia o Earth Heir, sou motivado pela minha missão pessoal de fazer a diferença e não desistir ainda. Foi e continua a ser um caminho difícil. A consciência da moda ética e do consumo consciente é baixa. Pessoalmente, tenho sido culpado de comprar roupas de marcas baratas de moda rápida no passado. Mas desde a fundação do Earth Heir, eu tenho uma apreciação pela moda artesanal, e sustentável. ”  Alguns questionam o abandono e o por que ela deixou uma carreira ilustre? a possibilidade de ganhar mais riqueza para fundar seu empreendimento social. Sua resposta é: “Então, posso viver cada dia sabendo que meu trabalho está ajudando um homem, uma mulher, uma criança e construindo um ecossistema para sempre.” Acima de tudo, quando Kimis visita as comunidades com as quais trabalha e vê como parceria lhes proporcionou dignidade e independência, ela “sabe que os sacrifícios valeram a pena”. Para os jovens que procuram explorar seu propósito de vida, Kimis oferece este conselho. “Escrever minha declaração de missão pessoal foi o primeiro passo para me ajudar a descobrir o que fazer em seguida. Eu encorajo os jovens a dedicar tempo para isso. Nós temos tantas paixões e interesses diferentes. Mas sua missão pessoal é algo que sustenta sua vida, seus valores, seu núcleo. É o que te impulsiona.

*Foto retirada da internet